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DIRETRIZES CURRICULARES DA ÁREA DE COMUNICAÇÃO E SUAS HABILITAÇÕES Exposição de Motivos 1. Objetivos Estas Diretrizes Curriculares da Área da Comunicação foram elaboradas procurando atender a três objetivos fundamentais:
2. O Processo de elaboração Encarregada de elaborar as Diretrizes Curriculares para a Área da Comunicação e suas habilitações (Jornalismo, Relações Públicas, Editoração, Radialismo, Cinema, Publicidade e Propaganda), a Comissão de Especialistas de Comunicação buscou ouvir extensamente a área. Inicialmente através de edital, foram convidados a expor suas perspectivas e enviar proposições as instituições universitárias e as entidades associativas de escolas, professores, pesquisadores, estudantes e profissionais Em um segundo momento, com base no material enviado, foi realizado um seminário em Brasília entre o Cee-Com e representantes de entidades (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação - Compós; Conselho Federal de Relações Públicas - Conferp; Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação - Enecos; Federação Nacional dos Jornalistas - Fenaj; Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - Intercom; Associação Paulista dos Bacharéis em Relações Públicas - Apbrp; e União Cristã Brasileira de Comunicação Social - Ucbc). Deste seminário resultou um texto provisório, que foi largamente disseminado, via Internet, para efeito de apresentação de críticas, comentários e novas proposições. Nesta fase, além de manifestações das mesmas entidades, o processo foi novamente aberto para escolas e professores, pesquisadores, profissionais e estudantes que individualmente quisessem trazer suas contribuições. Durante esta ampla consulta, acontecida nos meses de março e abril de 1999, realizaram-se inúmeros debates, reuniões e seminários abrangendo as diversas habilitações e regiões do país. Dentre eles cabe destacar uma reunião, em Campinas, organizada pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), pelo Fórum de Professores de Jornalismo, pelo Observatório da Imprensa e pelo GT de Jornalismo da Intercom, que estudou detalhadamente o documento. Foram aí acrescentadas proposições específicas referentes ao Jornalismo, além de várias propostas de aperfeiçoamento da parte geral, constituindo-se em relevante contribuição para a formulação final do presente documento. As proposições e análises reunidas nesta etapa do processo serviram de base para uma última reunião com representantes de entidades (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - Abraço; Compós; Conferp; Enecos; Sindicato dos Radialistas; e Anj como observador). A reunião deliberou sobre o rico material recebido, para efeito de aproveitamento integral ou parcial, chegando-se assim às posições que estruturam o presente texto de Diretrizes da Área da Comunicação. Através destes múltiplos procedimentos, foi reunida e sistematizada a experiência acumulada ao longo dos anos em que a comunidade vem refletindo sobre a formação dos profissionais e estudiosos do campo da Comunicação. 3. Premissas Algumas premissas básicas foram rapidamente percebidas como predominantes, desde o início dos trabalhos. Os três objetivos que fazem a abertura desta Exposição de Motivos figuram entre estas premissas. Outras ainda nortearam os trabalhos, e encontram guarida seja no encaminhamento geral do texto, seja em itens expressamente propostos. Assim:
Foram ainda adotadas as seguintes perspectivas a partir do Modelo de Enquadramento do MEC: - a distinção entre Perfil Comum e Perfil Específico foi utilizada para referir respectivamente as características gerais do egresso em Comunicação, em qualquer de suas habilitações profissionais; e para descrever o egresso específico de cada habilitação; - a distinção entre Competências e Habilidades Gerais e Específicas é similar: gerais para o conjunto de egressos; específicas, somando-se àquelas, para caracterizar as habilitações; - em Tópicos de Estudo, a distinção entre "básicos" e "específicos" é diversa: "básicos" não se refere apenas à parte geral dos cursos, mas se rebate também sobre as habilitações. "Específicos", por sua vez, serão os modos como cada instituição de ensino superior desenvolverá, concretamente, aqueles conteúdos básicos (tanto na parte geral do Curso, como em cada habilitação; - o item Estrutura Geral do Curso foi desenvolvido como um roteiro didático para elaboração do Projeto de Curso de Graduação, em especial de seu Projeto Acadêmico e seu Projeto Pedagógico. Este caráter é fundamental para a compreensão e a instrumentalização das diretrizes curriculares, estimulando que os Cursos se organizem de modo abrangente e consistente e favorecendo uma boa organização de seus objetivos e procedimentos, assim como os trabalhos de acompanhamento e avaliação, internos e externos. [ Retorna ] |